Entre duas culturas (ou dois sistemas), a rural/popular e a urbana/erudita, emerge a partir do séc. XVII um cruzamento entre ambas, vantajoso e desvantajoso, mas inevitável.
A cultura de massa está inevitavelmente ligada aos meios de comunicação de massa. A imprensa, sendo talvez o melhor deles, é um deles: tirou o livro do convento e trouxe-o para a praça pública.
A emergência do livro de cordel é um exemplo disso: não só o livro chega a cada vez mais gente (havendo cada vez mais pelo menos alguém que sabe ler, e pode ler em voz alta, até em comunidades modestas) como os temas de sagrados se tornam profanos. Não mais só textos 'nobres' mas textos em língua vulgar sobre temas pobres: colheitas, fait-divers, histórias de crimes ou milagres macabros, novas do mundo.
Kitsch. Podem ler Abraham Moles aqui. E podem também, entre outros autores, ler Milan Kundera, um ensaísta/romancista que muito escreveu sobre o assunto.
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Notas finais
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