Entre duas culturas (ou dois sistemas), a rural/popular e a urbana/erudita, emerge a partir do séc. XVII um cruzamento entre ambas, vantajoso e desvantajoso, mas inevitável.
A cultura de massa está inevitavelmente ligada aos meios de comunicação de massa. A imprensa, sendo talvez o melhor deles, é um deles: tirou o livro do convento e trouxe-o para a praça pública.
A emergência do livro de cordel é um exemplo disso: não só o livro chega a cada vez mais gente (havendo cada vez mais pelo menos alguém que sabe ler, e pode ler em voz alta, até em comunidades modestas) como os temas de sagrados se tornam profanos. Não mais só textos 'nobres' mas textos em língua vulgar sobre temas pobres: colheitas, fait-divers, histórias de crimes ou milagres macabros, novas do mundo.
Kitsch. Podem ler Abraham Moles aqui. E podem também, entre outros autores, ler Milan Kundera, um ensaísta/romancista que muito escreveu sobre o assunto.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Notas finais
As notas aqui indicadas são a junção da frequência com outras informações (caso haja: trabalhos, participação etc.; estas 'outras inform...
-
Neste blog pode aceder a um conto de Jorge de Sena sobre os dias tristes do ocaso de Camões. Sena imagina um homem vencido, receoso de já n...
-
Ontem foi o Antímio que, por mérito do nome hoje incomum e das intervenções (era o único que sabia mesmo um pouco do subgénero BD), já fique...
-
Aplique os conhecimentos adquiridos e comente estas imagens da Web Summit:
Sem comentários:
Enviar um comentário