quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Fardas, parte II

FARDAS
1
Há muitos anos, a Luisa Jacobetty ficou no mesmo pequeno hotel que uma mega-banda metal. Confirmou o que eu suspeitava: eram gente normal, inteligente, com família, gostavam de ler, só que a profissão os obrigava a usar farda. No caso deles, o uniforme era tatuagens e cabelo comprido e quilos a mais – ou a menos, consoante a banda fosse alemã ou americana.
2
John Lydon, que admiro, comentou algo afim sobre os fãs dos blusões de cabedal do Sid Vicious: «Qu'est-ce que dizer, a ideia do punk é o faz-por-ti-mesmo, cria uma banda até se não souberes tocar, faz diferente, cria o teu estilo. E de repente anda tudo com o mesmo blusão com picos, ainda por cima caro?! Tá mal.» 
3
A ideia do punk era não ter de usar farda. Mas, claro, tal como as mais rebeldes obras de arte acabam no museu ou na Sotheby's (tu quoque, Banksy?), até a punkice virou farda.
4
A malta do Web Summit – o que posso dizer? – é tão uniforme...

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Notas finais

As notas aqui indicadas são a junção da frequência com outras informações (caso haja: trabalhos, participação etc.; estas 'outras inform...