No youtube há muitos clips de monólogos e passagens de Shakespeare, muitas trazidas para os nossos dias pelo encenador. Aqui uma passagem do filme Coriolanus de e com Ralph Fiennes, que coloca a peça numa espécie de guerra civil jugoslava.
Aqui o monólogo de António no funeral de César, com o actor de Homeland.
sexta-feira, 29 de novembro de 2019
sexta-feira, 22 de novembro de 2019
terça-feira, 19 de novembro de 2019
sexta-feira, 15 de novembro de 2019
Um poeta, um cientista e um místico entram num bar
Stalker (1979) é um filme de ficção científica baseado num romance dos irmãos Strugatski que foi traduzido para português com o título Piquenique à beira da estrada.
É um filme de FC atípico, pelo menos para padrões americanos, porque não tem quaisquer elementos visuais de fantástico ou tecnologia. É-nos dito simplesmente que na Zona acontecem coisas estranhas ou miraculosas, e um Guia local (um sherpa, um condutor de tuk tuk, um pobre diabo) leva lá pessoas clandestinamente de quando em quando, para realizarem os seus desejos.
Basicamente, Stalker é filmado num baldio. Podia ser a Tapada das Necessidades, em Lisboa. São espaços abandonados, erva daninha a crescer, tão só.
Temos de ser nós, leitores e espectadores, a imaginar.
O Poeta e o Cientista (não têm nome) perseguem ambições diferentes.
O filme usa uma só técnica curiosa: fora da Zona, no início, é a preto e branco. Quando os três protagonistas entram na Zona o mundo passa a ser a cores.
Aqui uma cena. Vale a pena terem um dia paciência para ver o filme: longo, lento, «aborrecido» para quem não treinou a disponibilidade.
Curiosamente, o livro é divertido. O filme reflecte a visão do seu autor, se não mística, pelo menos metafísica; o livro o espírito lúdico e mais realista da dupla de autores de ficção científica.
Outra curiosidade: o evento surpreendente que criou a Zona é muito parecido com o desastre nuclear em Chernobyl. Eu diria que é influenciado, não fosse um pequeno anacronismo neste meu raciocínio.
Aqui um comentário por Slavoj Zizek, um dos poucos filósofos popstar do nosso tempo.
É um filme de FC atípico, pelo menos para padrões americanos, porque não tem quaisquer elementos visuais de fantástico ou tecnologia. É-nos dito simplesmente que na Zona acontecem coisas estranhas ou miraculosas, e um Guia local (um sherpa, um condutor de tuk tuk, um pobre diabo) leva lá pessoas clandestinamente de quando em quando, para realizarem os seus desejos.
Basicamente, Stalker é filmado num baldio. Podia ser a Tapada das Necessidades, em Lisboa. São espaços abandonados, erva daninha a crescer, tão só.
Temos de ser nós, leitores e espectadores, a imaginar.
O Poeta e o Cientista (não têm nome) perseguem ambições diferentes.
O filme usa uma só técnica curiosa: fora da Zona, no início, é a preto e branco. Quando os três protagonistas entram na Zona o mundo passa a ser a cores.
Aqui uma cena. Vale a pena terem um dia paciência para ver o filme: longo, lento, «aborrecido» para quem não treinou a disponibilidade.
Curiosamente, o livro é divertido. O filme reflecte a visão do seu autor, se não mística, pelo menos metafísica; o livro o espírito lúdico e mais realista da dupla de autores de ficção científica.
Outra curiosidade: o evento surpreendente que criou a Zona é muito parecido com o desastre nuclear em Chernobyl. Eu diria que é influenciado, não fosse um pequeno anacronismo neste meu raciocínio.
Aqui um comentário por Slavoj Zizek, um dos poucos filósofos popstar do nosso tempo.
domingo, 10 de novembro de 2019
terça-feira, 5 de novembro de 2019
segunda-feira, 4 de novembro de 2019
O poema ensina a cair
É um belo verso de Luiza Neto Jorge (1939-1989).
Uma versão da qual nem gosto muito (mas cujas opções respeito) aqui.
Muitos poemas falam de poesia - é normal. Cada arte questiona-se, em busca do seu sentido.
Para que serve um poema? Qual a utilidade da poesia? Porquê ler poesia? O que «quer dizer» o poema X? Qual o sentido de dado poema?
Boa pergunta. Certo é que
Uma versão da qual nem gosto muito (mas cujas opções respeito) aqui.
Muitos poemas falam de poesia - é normal. Cada arte questiona-se, em busca do seu sentido.
Para que serve um poema? Qual a utilidade da poesia? Porquê ler poesia? O que «quer dizer» o poema X? Qual o sentido de dado poema?
Boa pergunta. Certo é que
O poema ensina a cair
sobre os vários solos
desde perder o chão repentino sob os pés
como se perde os sentidos numa
queda de amor, ao encontro
do cabo onde a terra abate e
a fecunda ausência excede
sobre os vários solos
desde perder o chão repentino sob os pés
como se perde os sentidos numa
queda de amor, ao encontro
do cabo onde a terra abate e
a fecunda ausência excede
até à queda vinda
da lenta volúpia de cair,
quando a face atinge o solo
numa curva delgada e subtil
uma vénia a ninguém de especial
ou especialmente a nós numa homenagem
póstuma.
da lenta volúpia de cair,
quando a face atinge o solo
numa curva delgada e subtil
uma vénia a ninguém de especial
ou especialmente a nós numa homenagem
póstuma.
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